Quem tem família no Brasil e envia dinheiro todo mês sabe que o câmbio pode fazer toda a diferença na hora em que o valor chega lá. E nos últimos dias, o dólar voltou a subir: na sessão de 18 de junho de 2026, a moeda americana foi negociada a R$ 5,1552, uma alta de 0,57% em relação ao dia anterior, segundo o Trading Economics. No dia seguinte, a 19 de junho, a cotação oscilou entre R$ 5,1332 e R$ 5,1949, com abertura em R$ 5,1714, de acordo com o Investing.com.
Por que o dólar está subindo agora?
A resposta está em dois movimentos que estão puxando em direções opostas. No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, levando-a para 14,25% ao ano. Já nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve os juros americanos na faixa de 3,50% a 3,75%, com um sinal claro de que não pretende baixar tão cedo — o que os economistas chamam de postura hawkish.
Essa diferença entre os juros dos dois países pesa diretamente no câmbio. Quando o Brasil reduz os juros enquanto os EUA mantêm os seus elevados, os ativos brasileiros ficam menos atrativos para investidores estrangeiros, o que faz a demanda pelo real cair — e o dólar sobe, segundo análise do Trading Economics.
Como foi o dólar em 2026 até agora?
Para entender a alta recente, vale olhar o caminho percorrido. Em 1º de janeiro de 2026, o dólar chegou a valer R$ 5,5181. Depois, recuou bastante: em 11 de maio, atingiu o menor patamar do ano, em R$ 4,9081, segundo dados do Wise. A partir daí, a moeda americana voltou a ganhar força, e agora o real acumula uma desvalorização de 1,89% no último mês. Mesmo assim, no acumulado de 12 meses, o real ainda se valoriza 6,12% frente ao dólar — o que mostra que o cenário maior não é de crise, mas de volatilidade.
O que isso significa para quem manda remessas?
Na prática, um dólar mais caro significa que cada real enviado ao Brasil
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