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Economia #câmbio #dólar #remessas #imigrantes #salário

Dólar mais fraco e salário menor: o duplo aperto no bolso do brazuca nos EUA

O dólar acumulou queda de mais de 12% frente ao real em 2025 e operava na faixa de R$ 5,15 a R$ 5,20 nesta semana. Ao mesmo tempo, dados do governo americano mostram que o trabalhador imigrante ganha US$ 177 a menos por semana do que o nativo. Entenda o impacto no seu bolso e nas remessas para o Brasil.

Redação Brazuca News 11 de June de 2026, 13:05 14 visualizações
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Dólar mais fraco e salário menor: o duplo aperto no bolso do brazuca nos EUA
Foto: Mathias Reding / Pexels License

Quem manda dinheiro para a família no Brasil está sentindo no bolso uma mudança que não está sendo muito comentada: o dólar perdeu força de forma significativa, e cada real que chega para os seus fica valendo menos do que antes. Mas o problema não para por aí — quem trabalha aqui como imigrante também ganha menos do que o colega americano ao lado. É um aperto duplo que merece atenção.

O dólar em queda: o que dizem os números

Segundo dados do Exchange-Rates.org, o dólar acumulou uma desvalorização de 12,52% frente ao real ao longo de 2025. Para ter ideia do contraste: no pico daquele ano, 1 dólar chegou a valer R$ 6,3051. Agora, no início de junho de 2026, a moeda americana operava na faixa entre R$ 5,15 e R$ 5,20, com abertura em torno de R$ 5,1725, de acordo com o Investing.com Brasil.

O momento mais difícil para quem envia remessas foi registrado em 12 de maio de 2026, quando 1 dólar valia apenas R$ 4,8869 — o nível mais baixo dos últimos 12 meses, conforme apontado pelo histórico da Wise. Ou seja, quem mandou dinheiro naquele dia recebeu bem menos reais do que estava acostumado.

O que isso significa na prática para as remessas

Imagine que você manda US$ 500 por mês para ajudar sua mãe ou pagar uma conta no Brasil. No pico de 2025, esses US$ 500 chegavam como mais de R$ 3.150. Com o câmbio atual na faixa de R$ 5,17, o mesmo valor representa cerca de R$ 2.585 — uma diferença de quase R$ 570 por mês. Para muitas famílias, isso pode ser o valor de uma conta de luz, de um remédio ou de uma parcela de financiamento.

A tendência do câmbio pode mudar, é claro — ninguém tem bola de cristal. Mas entender o momento atual ajuda a planejar melhor quando e quanto enviar, e a conversar com a família sobre expectativas.

O salário do imigrante ainda fica para trás

Por outro lado, nem tudo começa no câmbio. Um relatório divulgado em maio de 2026 pelo Bureau of Labor Statistics (BLS), órgão federal americano, revela que o trabalhador nascido fora dos EUA recebeu, em 2025, uma mediana de US$ 1.059 por semana em regime de tempo integral — enquanto o trabalhador nativo recebeu US$ 1.236. A diferença é de US$ 177 semanais, o que representa quase US$ 770 a menos por mês.

O mesmo relatório mostra que os imigrantes se concentram em setores como serviços, construção civil e transporte — áreas importantes, mas historicamente mais vulneráveis a instabilidades econômicas e com menor remuneração média. Muitos brasileiros aqui nos EUA estão exatamente nesses segmentos.

O mercado de trabalho também mudou

Vale lembrar que, segundo o BLS, a taxa de desemprego entre os trabalhadores nascidos nos EUA subiu de 4,0% em 2024 para 4,3% em 2025. Esse aquecimento no desemprego entre nativos pode aumentar a concorrência por vagas em alguns setores onde imigrantes também atuam.

O que você pode fazer agora

  • Planeje as remessas com antecedência: acompanhe o câmbio e, quando o dólar estiver mais forte, considere enviar um valor maior de uma vez.
  • Compare as plataformas de envio: as taxas cobradas por serviços como Wise, Remitly ou bancos tradicionais variam — pequenas diferenças fazem conta no longo prazo.
  • Converse com a família no Brasil: alinhar expectativas sobre quanto chegará de remessa evita surpresas dos dois lados.
  • Busque crescimento profissional: certificações, cursos e mudança de setor podem ajudar a reduzir a lacuna salarial ao longo do tempo.

O cenário atual exige atenção redobrada, mas também é um convite para planejar com mais cuidado. Quem entende os números toma decisões melhores — e cuida melhor de quem está aqui e de quem ficou no Brasil.

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