O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) atacou dezenas de alvos da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) durante a madrugada de quarta-feira, atingindo centro de comando militar, instalação de míssil e drone, posto de vigilância costeira e capacidade marítima em várias províncias iranianas, segundo a Al Jazeera.
Resposta a míssil iraniano contra base na Jordânia.
O presidente Trump já havia dito que o Irã seria "atingido com muita força" depois de a IRGC disparar míssil balístico contra base americana na Jordânia, segundo a Al Jazeera.
Explosão em seis províncias diferentes.
Explosão foi registrada na Ilha de Qeshm, na província de Fars, na Ilha de Kish, na província de Bushehr — onde fica a usina nuclear do Irã —, na província de Khuzestan e na província de Hormozgan, causando queda temporária de energia em algumas áreas, segundo a Al Jazeera.
Família inteira morta em Qeshm.
O impacto civil mais grave aconteceu na Ilha de Qeshm, onde um prédio residencial foi atingido — a agência iraniana Fars informou que "três pessoas morreram no ataque americano ao prédio residencial em Qeshm", identificadas como um casal e o próprio filho de 2 anos. Duas outras crianças ficaram feridas, segundo a Al Jazeera.
Três membros da IRGC também morrem.
A própria Guarda Revolucionária confirmou a morte de três membros em ataque americano com míssil, segundo a Democracy Now!
Irã promete retaliação imediata.
A IRGC prometeu retaliação imediata, afirmando por meio da mídia estatal que "com a ajuda de Deus Todo-Poderoso, o agressor será punido hoje", segundo a Al Jazeera.
Conflito já atinge Kuwait e Iraque.
Um trabalhador morreu no Kuwait em ataque retaliatório iraniano contra prédio de empresa chinesa. Separadamente, EUA e Arábia Saudita atacaram grupo miliciano apoiado pelo Irã no Iraque, o que levou o presidente iraquiano a condenar a ação como "violação flagrante da soberania do Iraque", segundo a Al Jazeera.
Nova rodada de sanção contra o Irã.
Os Estados Unidos também impuseram nova rodada de sanção, mirando 10 entidades iranianas e oito petroleiros, segundo a Democracy Now!
ONU teme expansão do conflito.
A porta-voz adjunta da ONU, Farhan Haq, alertou que "não queremos ver nenhuma expansão do conflito", expressando preocupação de que o envolvimento de mais partes no confronto possa "levar a uma situação muito pior", segundo a Democracy Now!.
Por que isso importa para o brasileiro nos EUA?
Para o brasileiro que mora nos Estados Unidos, a escalada rápida entre EUA e Irã, já espalhada por Jordânia, Kuwait e Iraque, reforça o risco de nova alta no preço do combustível e de instabilidade no mercado financeiro nos próximos dias — vale acompanhar de perto o desenrolar do conflito.
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