Pirata da Somália passou a atuar em "colaboração transacional" com o grupo houthi, apoiado pelo Irã, numa onda de sequestro de navio que já mantém 44 marítimo refém em três embarcação capturada no Mar Vermelho e no Golfo de Áden, segundo a Fox News.
"Cobertura geopolítica" em troca de mão de obra local
"O houthi fornece cobertura geopolítica e GPS e vigilância avançada, e o grupo somali fornece a mão de obra, os barcos pequenos na água", disse o analista Ido Shalev à Fox News.
Três navio capturado entre abril e maio
Foram capturados o petroleiro MT Honour 25, ao largo da Somália em 21 de abril; um navio de carga geral em 26 de abril, redirecionado para o porto de Garacad; e o petroleiro MT Eureka, sequestrado ao largo de Shabwa em 2 de maio e levado rumo ao Golfo de Áden — a embarcação Sward também está entre as três capturadas mantidas reféns, segundo a Fox News e a The War Zone.
44 marítimo com comida e água escassa
A Organização Marítima Internacional (IMO) confirma que 44 marítimo seguem refém nas três embarcação, enfrentando escassez crítica de comida e água sob ameaça constante de violência, segundo a The War Zone.
"24 incidentes em três meses"
"Só nos últimos três meses, a IMO registrou 24 incidentes de pirataria e roubo armado tentado ou consumado contra navio na região, envolvendo arma cada vez mais perigosa e violência crescente", disse o secretário-geral da IMO, Arsenio Dominguez, segundo a The War Zone.
Ataque mais recente neste fim de semana
O navio graneleiro Lady Naeima, com bandeira de Palau, foi atacado no Mar Vermelho no domingo, sem ferimento à tripulação — em 2 de julho, o navio MV Golden Arsenal, com bandeira de São Vicente e Granadinas, já havia sofrido tentativa de ataque a cerca de 300 milha náutica a nordeste de Djibouti, segundo a The War Zone.
Nível de ameaça elevado a "substancial"
O Centro Conjunto de Informação Marítima elevou o nível de ameaça da região para "substancial" depois de sete episódio de pirataria registrado desde 11 de junho — o total de ataque saltou de 6 casos em 2023 para 22 em 2024, segundo a The War Zone.
Rota carrega mais de US$ 1 trilhão em mercadoria
O Mar Vermelho é responsável por 12% a 15% do comércio mundial e cerca de 30% do tráfego de contêiner, movimentando mais de US$ 1 trilhão em mercadoria todo ano — o preço do petróleo Brent chegou perto de US$ 115 o barril neste trimestre, tornando o sequestro de navio ainda mais lucrativo para o grupo pirata, segundo a Fox News.
Arábia Saudita já redireciona petróleo por terra
A Arábia Saudita já redireciona milhão de barril de petróleo por dia pelo próprio oleoduto Leste-Oeste até porto no Mar Vermelho, criando o que Shalev chama de "ambiente rico em alvo" para o grupo pirata, que explora o vácuo de segurança deixado por força naval concentrada em conter ameaça de míssil, segundo a Fox News.
Por que isso importa para o brasileiro nos EUA
Para o brasileiro que acompanha o custo de vida nos Estados Unidos, a escalada da pirataria numa rota que movimenta mais de US$ 1 trilhão em mercadoria e boa parte do petróleo mundial pode pressionar o preço do combustível e de produto importado nos próximos meses, caso o conflito no Mar Vermelho continue se agravando.
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