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Tensao no Estreito de Ormuz empurra a gasolina nos EUA de volta para perto de US$4

Novos atritos entre EUA e Ira e ataques a navios no Estreito de Ormuz elevaram o petroleo e levaram a media da gasolina no pais a US$3,94 o galao em meados de julho, com Washington acima de US$5.

Redação Brazuca News 18 de July de 2026, 22:48 10 visualizações
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Tensao no Estreito de Ormuz empurra a gasolina nos EUA de volta para perto de US$4

A media nacional da gasolina comum nos Estados Unidos chegou a US$3,94 o galao em 16 de julho de 2026 e voltou a se aproximar de US$4, segundo a AAA. O empurrao veio de fora: a reabertura dos atritos entre Estados Unidos e Ira e a instabilidade no Estreito de Ormuz pressionaram o preco do petroleo e chegaram rapido ao posto.

A escalada geopolitica ganhou corpo no inicio do mes. Depois de ataques a tres embarcacoes comerciais no Estreito de Ormuz, os Estados Unidos atacaram alvos no Ira e revogaram uma suspensao temporaria de sancoes ao petroleo iraniano, segundo a Al Jazeera. O barril do tipo Brent, referencia internacional, subiu acima de US$76 e reverteu a queda que havia devolvido os precos aos niveis anteriores ao conflito. Nos dias seguintes, o petroleo seguiu perto de US$80.

O efeito na bomba

A AAA registrou alta de 10 centavos em uma semana ate os US$3,94 de 16 de julho. No dia 7, a media ja estava em US$3,79, um salto de 20,5% em relacao aos US$3,14 de um ano antes. A agencia atribuiu parte da pressao justamente a instabilidade no Estreito de Ormuz, que empurrava o barril na direcao de US$80.

O peso varia muito por estado, e isso importa para quem mora na costa oeste. Em 7 de julho, o Havai tinha a gasolina mais cara do pais, a US$5,46 o galao, seguido pela California, com US$5,37, e por Washington, com US$5,02, os unicos estados acima de US$5. No outro extremo, Indiana registrava o menor preco, US$3,06. Entre julho de 2025 e julho de 2026, a gasolina subiu em dois digitos em quase todos os estados.

O Estreito de Ormuz concentra parte relevante do transporte maritimo de petroleo do mundo, e qualquer ameaca a passagem se espalha pelos precos globais em poucos dias. Foi esse canal que transformou um conflito no Oriente Medio em conta mais alta no posto de Seattle e de Denver.

O pano de fundo do mercado ajuda a explicar a sensibilidade dos precos. A EIA projeta que o consumo mundial de petroleo recue cerca de 1,2 milhao de barris por dia em 2026, mas espera uma retomada em 2027, quando os precos cederem e a oferta voltar a fluir. Com a margem entre oferta e demanda apertada, um choque geopolitico como o do Estreito de Ormuz basta para virar a curva de precos para cima em questao de dias.

O que pode aliviar

Ha um contrapeso no horizonte. A Administracao de Informacao de Energia dos EUA, a EIA, projeta que a media da gasolina fique em torno de US$3,80 o galao no terceiro trimestre, abaixo dos mais de US$4,20 do trimestre anterior, e recue para perto de US$3,40 no quarto trimestre, a medida que os estoques se recompoem e a temporada de viagens de verao termina. A projecao, porem, depende de a oferta voltar a fluir sem novos choques.

Fortune registrou a mesma gangorra ao longo do mes: o barril chegou a cair no inicio de julho antes de subir de novo com a tensao renovada. Essa volatilidade e o pano de fundo com que motoristas e empresas precisam conviver nas proximas semanas.

Por que importa para o brasileiro nos EUA

Combustivel e custo fixo que pesa no orcamento do imigrante brasileiro, ainda mais em Washington, onde o galao passou de US$5, e em Denver, onde a vida cotidiana depende do carro. Cada alta de dez centavos no galao vira mais dinheiro por mes em quem dirige para trabalhar, levar filhos a escola ou fazer entregas.

O efeito nao para na bomba. Petroleo mais caro tende a se espalhar por frete, transporte e precos no supermercado, o que amplia a pressao sobre o custo de vida. Para quem faz bico com aplicativo de transporte ou entrega, a conta e ainda mais direta: parte da margem some no tanque, sem repasse imediato para a corrida ou a entrega.

A escalada tambem alimenta a volatilidade nos mercados globais, com reflexo no dolar e no cambio que interessa a quem envia dinheiro ao Brasil. Por enquanto, o recado pratico e simples de acompanhar: enquanto o Estreito de Ormuz seguir tensionado, o preco no posto tende a oscilar, e vale planejar abastecimento e deslocamentos com essa incerteza no radar.

 

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