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Política

Morre Lindsey Graham, o republicano que defendeu caminho à cidadania — e Trump indica a irmã dele para a vaga

O senador da Carolina do Sul morreu aos 71 anos no fim de semana. Três dias depois, o governador nomeou sua irmã, sem experiência política, por recomendação de Trump.

Redação Brazuca News 14 de July de 2026, 16:47 5 visualizações
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Morre Lindsey Graham, o republicano que defendeu caminho à cidadania — e Trump indica a irmã dele para a vaga
Foto: Ivan Dražić / Pexels License

O senador republicano Lindsey Graham, da Carolina do Sul, morreu aos 71 anos no fim de semana, após o que o gabinete dele descreveu como uma "enfermidade breve e súbita". O laudo preliminar do instituto médico-legal aponta dissecção da aorta, decorrente de doença cardiovascular.

Ele estava no Senado desde 2002 e somava mais de 30 anos de Congresso.

Por que isso importa para a comunidade imigrante

Não é sobre luto. É sobre aritmética.

Todo projeto de regularização, de visto ou de anistia precisa passar pelo Senado. E Graham foi o republicano que foi mais longe nessa direção: ele foi peça central do grupo bipartidário conhecido como "Gang of Eight", que costurou a reforma migratória de 2013 — a última grande tentativa que chegou a passar no Senado, por 68 votos a 32.

Aquela reforma morreu na Câmara. E o apoio de Graham a um caminho à cidadania para quem não tem status legal lhe custou caro dentro do próprio partido pelos anos seguintes.

Com a morte dele, o Senado perde a voz republicana mais disposta a negociar esse tema.

A sucessão relâmpago

Três dias depois da morte, o governador Henry McMaster nomeou Darline Graham Nordone, irmã do senador, para completar o mandato — depois de Trump recomendá-la publicamente.

"Recomendei ao governador Henry McMaster a maravilhosa irmã de Lindsey Graham, Darline, para servir como senadora interina", escreveu o presidente, chamando a escolha de "um tributo fabuloso a Lindsey, que a amava profundamente".

Ela será a primeira mulher a representar a Carolina do Sul no Senado e cumprirá o mandato até 3 de janeiro de 2027.

O perfil dela chama atenção: é comissária da comissão estadual para pessoas cegas desde 2019 e não tem experiência política formal. Graham tornou-se seu tutor legal quando ela ficou órfã, aos 13 anos — ele tinha 22.

"É uma honra enorme. Lindsey sempre esteve lá por mim. E agora eu estarei lá por ele", disse Darline. Ela prometeu "trabalhar duro nos próximos meses para apoiar o presidente" e levar adiante os esforços do irmão.

O que muda no Senado

A nomeação preserva a maioria republicana, de 53 cadeiras contra 47. Ou seja: no curto prazo, a matemática das votações continua a mesma.

O que muda é quem senta na mesa onde a imigração é discutida — e a nova senadora chega sem histórico próprio no tema, comprometida a apoiar a Casa Branca.

A cadeira volta a ser disputada em novembro

A vaga não fica com ela por muito tempo. O calendário da sucessão já está posto:

  • 21 de julho: abre a inscrição de candidatos.
  • 11 de agosto: primária especial.
  • 25 de agosto: eventual segundo turno.
  • 3 de novembro: eleição geral — no mesmo dia das eleições de meio de mandato.

Pelo lado republicano, aparecem nomes como a vice-governadora Pamela Evette e os deputados federais Nancy Mace e Russell Fry. Pelo lado democrata, a pediatra Annie Andrews.

Graham havia voltado dias antes de uma viagem à Ucrânia, onde se reuniu com o presidente Volodymyr Zelensky. Na sexta-feira, anunciara um acordo de sanções à Rússia com o governo Trump.

"Lindsey e eu discordamos de muita coisa ao longo dos anos, mas eu nunca duvidei do amor dele por este país", disse o senador democrata Mark Warner.

Nada muda amanhã na vida de quem é imigrante. O que mudou foi a composição da sala onde as decisões sobre imigração são tomadas — e vale acompanhar quem ocupará essa cadeira a partir de novembro.

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