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Bélgica atropela os EUA por 4 a 1 em Seattle e elimina o anfitrião — num jogo contaminado pela ligação de Trump à FIFA

Charles De Ketelaere fez dois, o goleiro Matt Freese falhou feio e o sonho americano de voltar às quartas depois de 24 anos morreu no Lumen Field. Antes da bola rolar, a FIFA anulou a suspensão de Balogun após telefonema de Trump a Infantino — decisão que a UEFA chamou de 'sem precedentes, incompreensível e injustificável'. A Bélgica pega a Espanha na sexta.

Redação Brazuca News 07 de July de 2026, 12:31 4 visualizações
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Bélgica atropela os EUA por 4 a 1 em Seattle e elimina o anfitrião — num jogo contaminado pela ligação de Trump à FIFA
Foto: George Zografidis / Pexels License

O sonho do anfitrião acabou onde a Copa se despediu de Seattle. A Bélgica goleou os Estados Unidos por 4 a 1 na noite de segunda-feira (6), no Lumen Field lotado, e avançou às quartas de final — enterrando a esperança americana de voltar a esse estágio pela primeira vez desde 2002 e repetindo o algoz de 2014, quando os belgas já haviam eliminado os EUA nas oitavas.

Charles De Ketelaere resolveu cedo: abriu o placar aos 9 minutos, em finalização rasteira após passe de Nicolas Raskin, e ampliou aos 31, de cabeça, em cruzamento de Leandro Trossard. No meio disso, os EUA chegaram a empatar aos 30, com Malik Tillman cobrando falta que desviou na barreira e enganou Thibaut Courtois — a Bélgica retomou a frente um minuto depois. No segundo tempo, o lance que resume a noite americana: aos 12, o goleiro Matt Freese saiu da área para dominar no peito, hesitou, De Ketelaere roubou a bola e serviu Hans Vanaken para o gol vazio. Nos acréscimos, Romelu Lukaku aproveitou mais um erro de saída de bola e fechou o placar. Para a NPR, os EUA foram “superados do início ao fim” pela 9ª seleção do ranking.

A polêmica que veio antes da bola rolar

O jogo entrou em campo já contaminado por um episódio inédito. O atacante americano Folarin Balogun havia sido expulso na partida anterior, contra a Bósnia, e cumpriria suspensão automática — até que a FIFA, no domingo, anulou o gancho e o liberou para enfrentar a Bélgica. A reversão veio depois de o presidente Donald Trump telefonar ao presidente da entidade, Gianni Infantino, pedindo a revisão do vermelho, segundo a Al Jazeera e a NBC News.

A reação foi dura e veio de dentro do próprio futebol: a UEFA afirmou que a FIFA cruzou “uma linha vermelha” e classificou a decisão como “sem precedentes, incompreensível e injustificável”. A federação belga recorreu da liberação na própria segunda-feira — e teve o recurso negado horas antes do apito inicial. No campo, a ironia: com Balogun liberado e tudo, a Bélgica não tomou conhecimento.

O que fica — e o que vem

Para a comunidade de Seattle, a noite fechou a passagem da cidade pela Copa: foi o sexto e último jogo no Lumen Field, com estádio esgotado e milhares de torcedores das duas seleções tomando o centro durante o dia. A Bélgica, invicta no torneio — venceu o Grupo G e passou pelo Senegal de virada antes dos EUA —, virou a “dona” não oficial do estádio, onde jogou mais vezes que qualquer seleção.

O mata-mata segue: a Bélgica enfrenta a Espanha nas quartas de final, sexta-feira (10), no SoFi Stadium, em Los Angeles — 15h do leste, 13h em Denver, meio-dia em Seattle. O vencedor pega quem passar de França x Marrocos, quinta em Boston, na semifinal do dia 14. As oitavas se encerram nesta terça com Argentina x Egito, em Atlanta, e Suíça x Colômbia, em Vancouver — partidas que não haviam terminado no fechamento desta edição; os placares entram na próxima atualização.

E assim a Copa dos EUA ficou sem os EUA — e sem Brasil, sem Portugal, sem México. Sobra ao torcedor da casa o consolo estatístico de sempre: o futebol seguirá passando na vizinhança até o dia 19. Só que, de agora em diante, com sotaque alheio.

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