As quartas de final da Copa começam nesta quinta-feira (9) no quintal da maior comunidade brasileira dos Estados Unidos: França x Marrocos, às 16h do leste (14h em Denver, 13h em Seattle), no Boston Stadium — o nome que a FIFA dá ao Gillette Stadium, em Foxborough, na região metropolitana onde vivem centenas de milhares de brasileiros. Nos EUA, o jogo passa na Fox Sports; em português, nas opções de sempre: Globo, SBT, SporTV, CazéTV (YouTube) e GE TV.
Para o torcedor brasileiro, o Marrocos carrega um crédito especial nesta Copa: foi o único time a tirar pontos da Seleção na fase de grupos, no 1 a 1 — antes de vencer Escócia e Haiti e atropelar o Canadá por 3 a 0 nas oitavas, com dois gols de Ounahi. Os marroquinos chegam invictos nos cinco primeiros jogos, feito que nenhuma outra seleção africana repetiu em duas Copas seguidas (2022 e 2026), segundo a Opta.
A revanche — e a muralha francesa
O reencontro tem história fresca: na semifinal de 2022, no Catar, a França venceu por 2 a 0 e barrou a primeira seleção africana a chegar tão longe. Agora, os franceses vêm ainda mais pesados: cinco vitórias em cinco jogos, 14 gols marcados e 2 sofridos, com o 1 a 0 sobre o Paraguai nas oitavas decidido por Mbappé. O técnico Didier Deschamps, que iguala nesta quinta o recorde de Helmut Schön de 25 jogos de Copa no comando, tratou de enterrar qualquer favoritismo tranquilo: “Ninguém chega às quartas de final de uma Copa do Mundo por puro acaso. O Marrocos é um time muito, muito forte”.
O supercomputador da Opta, após 25 mil simulações, dá 61,7% para a França no tempo normal, 22,1% de empate e 16,2% para o Marrocos — margem parecida com a que os marroquinos já desafiaram (e venceram) em 2022, quando eliminaram Espanha e Portugal.
Bota de Ouro em jogo.
A artilharia adiciona tempero: Messi lidera com 8 gols — recorde argentino igualado —, com Mbappé e Haaland um gol atrás, com 7. Cada jogo da França vale posição na corrida. Do lado marroquino, os números individuais impressionam: o lateral Hakimi criou 15 chances na Copa — a maior marca de um defensor africano numa edição desde 1966 —, e o francês de nascimento Michael Olise (que joga pela França) é o primeiro desde Zico, em 1978, a somar 10+ dribles, 10+ chances criadas e 10+ passes em profundidade numa Copa de estreia.
Desfalques prováveis: Aurélien Tchouaméni (coxa) na França; no Marrocos, Ismael Saibari — autor de 3 gols no torneio — saiu lesionado no primeiro tempo contra o Canadá e é dúvida. As escalações projetadas pela ESPN têm Maignan; Koundé, Upamecano, Saliba, Digne; Koné, Rabiot; Olise, Dembélé, Doué; Mbappé de um lado — e Bounou; Hakimi, Diop, Riad, Mazraoui; Bouaddi, Ounahi, El Aynaoui; Díaz, Rahimi, El Khannouss do outro.
O fim de semana do mata-mata
O vencedor de Boston enfrenta na semifinal quem passar de Noruega x Inglaterra, sábado em Miami. Antes disso, a sexta (10) tem Espanha x Bélgica em Los Angeles, e o sábado fecha as quartas com Argentina x Suíça em Kansas City — o jogo em que Messi pode fazer o gol que o deixa sozinho na história argentina. Para quem está em Boston: o jogo é às 16h de uma quinta-feira útil — quem for de carro deve contar com o trânsito da I-95 para Foxborough desde o início da tarde.
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