O petróleo Brent superou US$ 100 o barril pela primeira vez desde maio de 2026, subindo 6,45% para US$ 101,10, depois que rebeldes houthis do Iêmen atacaram dois petroleiros sauditas no Mar Vermelho com míssil e drone, segundo a The National News.
Dois navios atingidos, tripulação ilesa
Os houthis atingiram os petroleiros sauditas Encelia e Layla. O ataque contra o Encelia provocou incêndio na proa da embarcação, mas nenhum tripulante ficou ferido, segundo a The National News.
Rebeldes declaram "embargo marítimo"
Os houthis declararam um "embargo marítimo" contra embarcação e porto saudita — ameaça que já levou cinco petroleiro saudita a mudar de rota, segundo a mesma fonte.
Navios desviam para o Canal de Suez
Quatro das embarcações, que seguiam rumo ao Estreito de Bab al-Mandeb, desviaram para o Canal de Suez, enquanto uma quinta deu meia-volta ainda no Golfo de Áden. Os navios carregavam milhões de barris destinados à China e à Índia, segundo a The National News.
Um estreito por onde passa boa parte do petróleo mundial
O Estreito de Bab al-Mandeb, que liga o Mar Vermelho ao Golfo de Áden, escoa milhões de barris de petróleo por dia — entre 12% e 15% de todo o comércio marítimo mundial, num valor que passa de US$ 1 trilhão por ano, segundo a NBC News.
Alta de US$ 28 em três semanas
O petróleo Brent já acumula alta de cerca de 40% no mês, segundo a NBC News — e o preço atual representa um salto de aproximadamente US$ 28 em relação a três semanas atrás, segundo a The National News.
Goldman Sachs projeta US$ 120 no fim do ano
O banco Goldman Sachs projeta que o petróleo Brent pode ultrapassar US$ 120 o barril até o quarto trimestre, caso a disrupção no fornecimento continue. Analista consultado pela The National News chega a apontar risco de o preço superar a máxima de 2022, de US$ 128, ou até a máxima de 2008, de US$ 146, em cenário mais extremo.
Analista alerta para efeito prolongado
Especialista avalia que a disrupção no fornecimento — seja por paralisação completa ou por atraso e desvio de rota — pode apertar de forma significativa o mercado global de petróleo nas próximas semanas, segundo a The National News.
Por que isso importa para o brasileiro nos EUA
Para quem já sente o aperto do preço da gasolina nos Estados Unidos com a guerra entre EUA e Irã, o novo ataque houthi no Mar Vermelho soma mais uma frente de risco ao preço global do petróleo — efeito que tende a chegar ao posto de combustível americano nas próximas semanas, especialmente se a projeção mais pessimista do Goldman Sachs se confirmar.
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