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Economia

Inflacao nos EUA recua em junho e da folego ao bolso do brasileiro, mas contratacoes esfriam

O indice de precos ao consumidor caiu 0,4% em junho, a maior queda mensal em mais de seis anos, e a inflacao anual recuou para 3,5%. Gasolina e aluguel deram tregua, mas o mercado de trabalho perdeu ritmo justamente nos setores com mais imigrantes.

Redação Brazuca News 23 de July de 2026, 12:13 3 visualizações
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Inflacao nos EUA recua em junho e da folego ao bolso do brasileiro, mas contratacoes esfriam
Foto: David Brown / Pexels License

O indice de precos ao consumidor dos Estados Unidos caiu 0,4% em junho, a maior queda mensal em mais de seis anos, e levou a inflacao acumulada em 12 meses de 4,2% para 3,5%. O dado, divulgado pelo Bureau of Labor Statistics em 14 de julho, veio bem abaixo do que o mercado esperava e deu o primeiro folego do ano ao orcamento das familias, inclusive das brasileiras que vivem em Denver, Seattle e no resto do pais.

O alivio saiu quase todo da energia. O indice do setor recuou 5,7% no mes, a maior baixa desde abril de 2020, puxado por uma queda de 9,7% na gasolina. O movimento desfez parte do salto registrado em maio, quando o conflito envolvendo o Ira pressionou o petroleo e encareceu o combustivel nas bombas americanas.

O quadro anual, porem, ainda cobra a conta. Na comparacao com junho de 2025, a energia segue 15,7% mais cara e a gasolina acumula alta de 26,7%. O motorista brasileiro pagou menos em junho do que em maio, mas continua gastando bem mais do que ha um ano para abastecer o carro que usa para trabalhar.

Nucleo da inflacao trava

O chamado nucleo, que exclui alimentos e energia por serem itens volateis, ficou estavel no mes e desacelerou de 2,9% para 2,6% em 12 meses. Economistas ouvidos pela Dow Jones projetavam alta de 0,2% no mes. A leitura mais fraca sugere que a pressao de fundo sobre os precos perdeu forca, e nao apenas o custo do combustivel.

Aluguel finalmente cede

A moradia, que responde por mais de 40% do nucleo e e o maior peso no bolso de quem aluga, subiu apenas 0,1% em junho, o menor avanco mensal desde janeiro de 2021. No ano, o item de moradia acumula 3,3%, ante 3,4% em maio. Esse numero costuma se mover devagar: o calculo do governo capta contratos assinados ao longo de varios meses e reflete o mercado com defasagem de cerca de um ano. Para o inquilino, a mensagem pratica e que a escalada de alugueis do pos-pandemia perdeu tracao, ainda que a conta mensal siga pesada.

O outro lado: emprego esfria

O alivio nos precos chega junto com um mercado de trabalho mais fraco. Em junho, a economia americana criou apenas 57 mil vagas, bem abaixo das 115 mil projetadas, segundo o relatorio de emprego divulgado pelo mesmo Bureau of Labor Statistics no inicio do mes. A taxa de desemprego ficou em 4,2%.

O detalhe que interessa a comunidade brasileira esta nos setores. Lazer e hotelaria, que emprega muitos imigrantes em restaurantes, hoteis e limpeza, perdeu 61 mil postos no mes. A taxa de participacao na forca de trabalho caiu para 61,5%, a menor desde marco de 2021, sinal de que parte das pessoas desistiu de procurar emprego.

Ha um contrapeso positivo: o salario medio por hora subiu 0,3% no mes e 3,5% em 12 meses, acima do nucleo da inflacao. Para quem manteve o emprego, isso significa alguma recuperacao de poder de compra depois de meses corroidos pela alta de precos.

O recado para o brasileiro que vive nos EUA e de cautela otimista. Gasolina e aluguel, dois dos maiores viloes do orcamento, deram tregua em junho. Mas a energia ainda esta muito mais cara do que ha um ano e as contratacoes perderam ritmo justamente onde a mao de obra imigrante se concentra. Vale aproveitar o alivio sem cravar que a inflacao virou de vez.

 

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