O Federal Reserve manteve a taxa básica de juros dos Estados Unidos na faixa de 3,5% a 3,75% em sua reunião de 17 de junho de 2026, votação unânime na primeira decisão de política monetária sob o novo presidente do Fed, Kevin Warsh, segundo a Al Jazeera. "Preço persistentemente alto é um peso para o povo americano... Este comitê vai entregar estabilidade de preços", disse Warsh.
Inflação no maior nível em três anos.
A inflação chegou a 4,2% — o maior nível em três anos —, puxada principalmente por alta de 23,5% no preço de energia, segundo o próprio comunicado do Fed citado pela Al Jazeera. O Banco Central citou "incerteza elevada que se deve, em parte, ao conflito no Oriente Médio" como contexto da decisão.
Bank of America muda de previsão.
Apesar da decisão de manter a taxa parada, o Bank of America agora prevê três altas de um quarto de ponto percentual ainda em 2026 — em setembro, outubro e dezembro —, levando a taxa básica à faixa de 4,25% a 4,5%, segundo a Fortune. A mudança representa reviravolta em relação à previsão anterior do próprio banco, que há poucas semanas ainda apostava em juro estável no ano.
O que mudou?
"O Fed está cansado da inflação e vai usar o martelo com uma série de altas de juros", resumiu a Fortune sobre a nova postura esperada do banco central. Questionado sobre o quão restritiva está a política monetária atual, Warsh reconheceu à Fortune: "eu teria dificuldade em dizer essas palavras vendo o que está acontecendo nos mercados financeiros".
Nem todo analista concorda.
A analista Chen Zhao, da Alpine Macro, contesta a previsão do Bank of America, argumentando que alta de juros continua improvável, já que a inflação deve cair à medida que os choques temporários — como o de energia — perderem força, segundo a Fortune. Já o Goldman Sachs e a Capital Economics preveem que qualquer alta só deve vir no fim de 2026 ou início de 2027, segundo a Al Jazeera.
O que isso significa no bolso de quem mora nos EUA?
Juro mais alto do Fed tende a encarecer financiamento de casa, cartão de crédito e empréstimo pessoal nos próximos meses, caso a previsão do Bank of America se confirme — o oposto do corte de juro que o próprio mercado esperava até poucas semanas atrás. Vale acompanhar as próximas reuniões do Fed, já que a decisão de setembro será a primeira chance real de confirmar se a guinada prevista pelo banco realmente vai acontecer.
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