Entrou em operação no sábado, 4 de julho, o programa federal Trump Accounts: uma conta de investimento em nome da criança, aberta pelo governo, com depósito inicial de US$ 1.000 pago pelo Tesouro para cada criança cidadã americana nascida entre 1º de janeiro de 2025 e 31 de dezembro de 2028. Para as famílias brasileiras, o detalhe decisivo é simples: filho de brasileiro nascido nos Estados Unidos é cidadão americano — e, portanto, elegível.
Esse ponto, aliás, acaba de ser blindado. Em 30 de junho, a Suprema Corte derrubou por 6 a 3, em decisão redigida pelo presidente da corte, John Roberts, a ordem executiva que tentava restringir a cidadania por nascimento — reafirmando que praticamente todo bebê nascido em solo americano é cidadão, independentemente do status migratório dos pais.
Como funciona a conta
Qualquer criança com menos de 18 anos e Social Security number válido pode ter um Trump Account, mas só as nascidas de 2025 a 2028 recebem o depósito-piloto de US$ 1.000 do governo. O dinheiro é investido majoritariamente em um fundo de índice amplo da bolsa americana, com tratamento fiscal semelhante ao de um IRA tradicional, e fica travado até os 18 anos — com saques sem penalidade para educação, compra da primeira casa ou abertura de negócio.
Familiares e amigos podem contribuir até US$ 5.000 por ano; empresas, ONGs e entes públicos, até US$ 2.500 por criança. Empresas como BlackRock, Mastercard, Uber e Robinhood prometeram aportes corporativos. “Os Trump Accounts estão no ar, dando a cada criança uma participação no sonho americano desde o primeiro dia”, disse o secretário do Tesouro, Scott Bessent, no lançamento.
Os US$ 250 da família Dell — para quem chegar primeiro
No mesmo 4 de julho, o bilionário Michael Dell e a mulher, Susan, anunciaram que vão depositar US$ 250 em cada conta das primeiras 25 milhões de crianças qualificadas que se inscreverem. O aporte mira as crianças de até 10 anos nascidas antes de 2025 — justamente as que não recebem os US$ 1.000 do piloto —, com SSN e residência em áreas com renda mediana abaixo de US$ 150 mil, desdobramento da promessa de US$ 6,25 bilhões feita pelo casal em dezembro. “Isso torna cada criança acionista do maior motor de criação de prosperidade que o mundo já conheceu — o capitalismo americano”, afirmou Dell.
Como o bônus vale para os primeiros inscritos, inscrever-se cedo aumenta a chance de captar os US$ 250. Em março, o IRS já reportava 4 milhões de crianças inscritas, 1 milhão delas com o depósito de US$ 1.000 reivindicado na declaração de imposto de 2025.
Como se inscrever — e um ponto de atenção
A inscrição é gratuita e feita pelo responsável na conta online do IRS (login via ID.me), preenchendo o Formulário 4547 — o próprio órgão estima de 5 a 10 minutos, com SSN, data de nascimento e endereço da criança em mãos. Quem ainda vai declarar imposto pode fazer a eleição junto com a declaração. As páginas oficiais são irs.gov/trumpaccounts e trumpaccounts.gov — desconfie de qualquer site ou intermediário cobrando pela inscrição.
Um ponto segue sem resposta clara nas páginas oficiais: a situação operacional de pais que não têm SSN e declaram imposto com ITIN. O requisito de SSN recai sobre a criança — que, nascida aqui, o tem —, mas o cadastro do responsável no IRS pode exigir passos adicionais. A recomendação é verificar diretamente em trumpaccounts.gov ou com um preparador fiscal de confiança antes de criar expectativa.
O programa nasceu na mesma lei orçamentária de 2025 que mexeu com Medicaid e empréstimos estudantis, a H.R.1, e o lançamento marcou os 250 anos do país. Trump afirmou no discurso de 4 de julho que o programa colocará “de US$ 3 a 4 trilhões de riqueza nas mãos dos jovens americanos nos próximos 15 anos” — projeção política à parte, para a família brasileira com bebê nascido aqui, os US$ 1.000 são concretos e a inscrição leva minutos.
📰 Brazuca News USA — A informação que conecta brasileiros e latinos nos EUA: brazucanews.com
Comentários
Faça login para comentar
EntrarSeja o primeiro a comentar!