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Terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 devastam a Venezuela e são sentidos em quatro capitais do Brasil

Os maiores tremores em mais de um século atingiram o norte da Venezuela em 24 de junho, derrubaram prédios e deixaram um número de mortos que ainda sobe. O abalo foi sentido em Manaus, Belém, Boa Vista e Macapá, com evacuações.

Redação Brazuca News 30 de June de 2026, 01:17 52 visualizações
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Terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 devastam a Venezuela e são sentidos em quatro capitais do Brasil
Foto: samimibirfotografci / Pexels License

Dois terremotos de grande magnitude devastaram o norte da Venezuela na noite de 24 de junho e deixaram um rastro de destruição que o país ainda tenta dimensionar. O primeiro abalo teve magnitude 7,2; cerca de 39 segundos depois, um segundo tremor de magnitude 7,5 sacudiu a mesma região. Foi o maior terremoto registrado na Venezuela em mais de um século.

O epicentro do abalo mais forte ficou no litoral caribenho, perto da cidade de Morón, no estado de Carabobo, a cerca de 13 quilômetros de profundidade. As áreas mais castigadas foram o estado de La Guaira, no litoral ao norte de Caracas, e cidades próximas, onde prédios inteiros vieram abaixo.

A devastação

A presidente em exercício, Delcy Rodríguez, decretou estado de emergência nacional e convocou profissionais de saúde a se apresentarem, enquanto hospitais recebiam um fluxo contínuo de feridos. Equipes de resgate passaram a vasculhar escombros em busca de sobreviventes, e o serviço sismológico venezuelano registrou mais de 200 réplicas nos dias seguintes. Os terremotos derrubaram prédios residenciais e deixaram milhares de pessoas desabrigadas, muitas passando as noites seguintes ao relento por medo de novos desabamentos. Dias depois, um novo tremor voltou a atingir a região.

O número de mortos subiu ao longo da semana e ainda é impreciso. Os primeiros balanços oficiais falavam em algumas dezenas de mortos; a Agência Brasil noticiou 589 mortos e cerca de 2,9 mil feridos; em 29 de junho, o dirigente Jorge Rodríguez elevou o número oficial para 1.719 mortos e 5.034 feridos. Uma plataforma criada pela sociedade civil para registrar pessoas não localizadas chegou a listar mais de 40 mil nomes, e projeções do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) alertam para a possibilidade de dezenas de milhares de vítimas. Os números variam muito entre as fontes e devem mudar à medida que as buscas avançam.

O tremor foi sentido no Brasil

A força dos terremotos atravessou fronteiras. Por volta das 19h, no horário de Brasília, o abalo foi sentido em pelo menos quatro capitais do Norte do Brasil: Manaus, Belém, Boa Vista e Macapá. Em Manaus e Belém, prédios balançaram e moradores relataram objetos se mexendo, o que levou a evacuações preventivas e momentos de pânico em apartamentos.

Apesar do susto, especialistas descartaram risco para as cidades brasileiras. O Centro de Sismologia da USP e a Rede Sismográfica Brasileira explicaram que, pela distância dos epicentros, não havia risco de danos estruturais sérios no Brasil. Até agora, não há registro de desabamentos, danos ou vítimas relacionados aos tremores em território brasileiro, embora novas réplicas ainda possam ser sentidas.

A resposta internacional

A escala da tragédia mobilizou ajuda de fora. Os Estados Unidos anunciaram cerca de 150 milhões de dólares em assistência e enviaram equipes de busca e resgate, com bombeiros treinados em estruturas colapsadas, médicos e cães farejadores. O papa também determinou o envio de ajuda às vítimas, e organizações humanitárias internacionais montaram operações de socorro na região.

Por que importa para a comunidade e como ajudar

Para o brasileiro nos Estados Unidos, a tragédia tem mais de um ponto de contato. Muitos convivem com a grande comunidade venezuelana no país, e o desastre se soma a um momento delicado da imigração venezuelana, com proteções temporárias em revisão. Para quem tem familiares ou conhecidos na área atingida, o caminho é acompanhar os canais oficiais e a imprensa, já que as listas de vítimas e desaparecidos seguem incompletas.

Quem quiser ajudar deve priorizar organizações humanitárias estabelecidas, que já atuam no terreno, em vez de arrecadações sem origem clara. Grupos internacionais de resposta a desastres e agências da ONU estão entre os canais que receberam recursos para o socorro às vítimas. Antes de doar, vale confirmar se a entidade é reconhecida e se a campanha é oficial, para garantir que a ajuda chegue a quem precisa.

As buscas por sobreviventes continuam, e autoridades e organismos internacionais alertam que o número de mortos e feridos pode crescer nos próximos dias, à medida que o acesso às áreas mais destruídas avança.

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