O grito "come to Brazil", plantado há anos nos comentários de qualquer astro pop internacional, virou filme. O documentário "Come to Brasil", dirigido por Lina Abascal, estreou em streaming gratuito no canal oficial da Rolling Stone no YouTube e na plataforma Documentary+ — e ganhou destaque na imprensa musical americana na última semana de julho, com reportagens na Rolling Stone e na Billboard.
O curta tem 22 minutos e foi filmado no Rio de Janeiro, numa produção conjunta das casas Discordia, de Los Angeles, e Cosmocine, do Brasil, com parceria de Rolling Stone Films, XTR e Documentary+.
Quatro superfãs, quatro décadas de devoção
O filme acompanha quatro fãs brasileiros que levaram a paixão a outro nível, segundo a Rolling Stone:
- Thaisa, fã de Beyoncé desde os tempos do Destiny's Child;
- Netto, devoto de Lady Gaga;
- Júnnior, fã de Madonna há quase 40 anos;
- Bruno, swiftie que acampou em frente ao Estádio Nilton Santos, no Rio, para ver Taylor Swift de perto.
Pelas histórias deles, o documentário mostra como gerações de brasileiros construíram comunidades em torno de artistas internacionais e ajudaram a transformar o país em um dos mercados musicais mais engajados do mundo, como descreve a Billboard. O filme também destaca o papel de mulheres e de pessoas LGBTQIA+ dentro dessas fandoms.
De piada a movimento
A diretora Lina Abascal contou à Rolling Stone que o bordão entrou na sua vida antes do filme: "Virou um meme que eu e meus amigos usávamos quando sentíamos falta de alguém e queríamos que viesse nos visitar". À Billboard, ela resumiu o espírito do projeto: "Como todo o meu trabalho, Come to Brasil é, acima de tudo, uma história sobre comunidade".
Netto, o fã de Lady Gaga retratado no filme, dá a definição que talvez explique por que o bordão nunca morreu: "Acho que a frase 'come to Brazil' talvez tenha começado como uma piada sem esperança e depois se transformou em um movimento", disse à Rolling Stone.
A equipe por trás do curta inclui as produtoras Gia Rigoli, Vero Kompalic, Tadeu Bijos e Isabel Vallenilla, fotografia de Gemma Doll-Grossman e edição de Dri Sommer.
Onde assistir
Para o brasileiro nos EUA, o acesso não podia ser mais fácil: o filme está disponível de graça no canal da Rolling Stone no YouTube e no Documentary+, sem assinatura. São 22 minutos que explicam à audiência americana algo que todo brazuca já sabe — não existe fã como o fã brasileiro — e que rendem um bom link para mandar no grupo da família.
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