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Gasolina volta a passar de US$4 o galão; em Seattle o brasileiro já paga US$5,32

A média nacional voltou a superar US$4 o galão no fim de julho, empurrada pela alta do petróleo. Em Denver o galão está em US$4,02, e na região de Seattle chegou a US$5,32. O diesel subiu mais de US$1,50 em um ano e pressiona o preço do que chega ao supermercado.

Redação Brazuca News 30 de July de 2026, 01:52 2 visualizações
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Gasolina volta a passar de US$4 o galão; em Seattle o brasileiro já paga US$5,32
Foto: Erik Mclean / Pexels License

A gasolina voltou a passar de US$ 4 o galão nos Estados Unidos no fim de julho. A média nacional do combustível comum ficou em US$4,09 no dia 29, segundo a AAA. O Departamento de Energia dos EUA (EIA) registrou US$4,096 na semana encerrada em 27 de julho — cerca de 10 centavos a mais que na semana anterior e US$0,97 acima do valor de um ano atrás.

Para o brasileiro que depende do carro em Denver ou Seattle, a conta pesa de formas diferentes. Colorado e Washington estão em pontos opostos da tabela de preços do país, mas os dois viram o galão subir bem acima da inflação no último ano.

Quanto está o galão em Denver e Seattle?

No Colorado, a média estadual estava em US$4,067 no dia 29 de julho, de acordo com a AAA. Na região metropolitana de Denver, o galão marcava US$4,021. Há um ano, o mesmo galão em Denver custava US$2,967 — ou seja, cerca de US$1,05 a mais por galão agora.

Em Washington, os valores são os mais altos do território continental. A média estadual chegou a US$5,119, e a região de Seattle-Bellevue-Everett registrava US$5,318 no dia 29. Doze meses antes, o galão em Seattle saía por US$4,581. A alta na região foi de cerca de US$0,74 no período.

Os dados do EIA confirmam o desenho regional: a região das Montanhas Rochosas, que inclui o Colorado, fechou 27 de julho em US$4,083 o galão de comum, enquanto a Costa Oeste, que abrange Washington, ficou em US$5,117 — a mais cara do país.

Por que o preço subiu?

A AAA atribui o repique ao petróleo. A cotação do barril entrou na faixa dos US$ 90, empurrada pela volatilidade no Estreito de Ormuz e pela instabilidade no Oriente Médio. Como o preço do combustível na bomba acompanha o do petróleo com poucos dias de defasagem, a pressão sobre o barril se traduz rápido em custo maior para o motorista.

Vale reparar num detalhe local. Enquanto a média nacional subiu na semana, o Colorado teve leve alívio: a média estadual recuou de US$4,13 para US$4,067, e Denver caiu de US$4,111 para US$4,021 em sete dias. O movimento não apaga a alta de um ano, mas mostra que o preço na bomba oscila e nem sempre acompanha o país no mesmo dia.

O diesel disparou e chega ao supermercado.

O salto mais forte foi no diesel. A média nacional bateu US$5,313 o galão em 27 de julho, segundo o EIA — alta de US$0,18 na semana e de US$1,51 em relação a um ano atrás. Na Costa Oeste, o diesel passou de US$ 6 o galão para US$6,067.

Diesel é o combustível dos caminhões que abastecem mercados, restaurantes e lojas. Quando ele encarece, o custo de transportar mercadoria sobe, e parte dessa conta tende a aparecer no preço final do que o consumidor compra. Para quem já sente o supermercado apertado, o diesel caro é um empurrão a mais nos preços da prateleira.

O que muda para o seu bolso?

Para o trabalhador que dirige todo dia, a diferença é palpável. Encher um tanque de 12 galões em Denver custa hoje cerca de US$ 48, contra cerca de US$ 36 há um ano — perto de US$ 13 a mais por tanque. Em Seattle, o mesmo tanque passa de US$ 63. Quem abastece uma vez por semana acumula dezenas de dólares a mais por mês só para chegar ao trabalho.

O aperto é maior para quem faz do carro a ferramenta de renda. Motoristas de Uber, Lyft e entregadores de aplicativos como DoorDash e Uber Eats pagam a gasolina do próprio bolso e rodam muito mais que a média. Cada centavo no galão sai direto do lucro da corrida ou da entrega.

Se você depende do carro, dá para reduzir o impacto: comparar preços em aplicativos como GasBuddy antes de abastecer, encher em postos de rede que costumam cobrar menos que os de beira de rodovia, manter os pneus calibrados e evitar acelerações e freadas bruscas, que gastam mais combustível. Em áreas com transporte público razoável, como partes de Denver e da região de Seattle, trocar alguns trajetos pelo ônibus ou trem ajuda no fim do mês.

O rumo dos próximos dias segue preso ao petróleo e à situação no Oriente Médio. Enquanto o barril rondar os US$ 90, a AAA aponta a pressão de alta na bomba como o cenário mais provável. Vale acompanhar semana a semana antes de programar viagens mais longas de carro.

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