Pesquisador identificou um "ponto de virada" biológico numa célula imune do cérebro, chamada micróglia, que pode determinar se a doença de alzheimer avança para demência — descoberta publicada na revista Nature Medicine, segundo a ScienceDaily.
Duas fases da célula imune do cérebro
No início da doença, a micróglia entra num estado inflamatório associado à placa amiloide. Conforme a doença avança, essa mesma célula passa por uma transformação dramática, mudando para um estado de "apresentação de antígeno" associado ao surgimento da proteína tau — mudança que pesquisador acredita representar o ponto de virada crucial que decide se a doença avança rumo à demência, segundo a SciTechDaily.
Centenário saudável reage diferente
Entre pessoa com mais de 100 anos que já acumulou placa amiloide, mas seguia cognitivamente saudável, a micróglia entrou na fase inflamatória inicial, mas nunca fez a transição para o programa imune mais tardio ligado ao avanço da doença, segundo a ScienceDaily.
Resiliência não é ausência da doença, mas reação diferente
A descoberta sugere que resiliência ao alzheimer não significa simplesmente evitar a mudança ligada à doença — o cérebro pode conseguir "reconfigurar ou remodelar" a própria reação a essa mudança de forma a preservar a função cognitiva, segundo a ScienceDaily.
Metodologia usou tecido cerebral doado
Os cientistas examinaram tecido cerebral doado de pessoa mais velha — algumas com declínio cognitivo, outras sem — além de centenário cognitivamente saudável, usando transcriptômica espacial e sequenciamento de célula única para mapear atividade genética preservando a localização no tecido, identificando seis estado distinto de tecido associado a diferente estágio da doença, segundo a SciTechDaily.
Janela terapêutica pode ser estreita
Em vez de focar exclusivamente na remoção da placa amiloide, tratamento futuro poderia mirar a própria resposta imune do cérebro — pesquisador destaca via ligada à proteína TREM2 como especialmente promissora. Intervir antes que a resposta inflamatória se ligue à patologia da tau pode oferecer a melhor chance de preservar a função cerebral, segundo a SciTechDaily.
Resiliência não tem um único mecanismo
O próprio mecanismo de resiliência parece operar por múltiplo caminho, não por um mecanismo único — descoberta que abre linha de pesquisa nova sobre como proteger o cérebro do avanço da doença, segundo a SciTechDaily.
Por que isso importa para a família brasileira nos EUA
Para o brasileiro que tem parente idoso com diagnóstico de alzheimer, ou preocupação com o próprio risco futuro da doença, a descoberta reforça que a ciência já entende melhor por que algumas pessoas desenvolvem demência e outras não, mesmo com a mesma placa no cérebro — abrindo caminho para tratamento mais direcionado no futuro, ainda que qualquer aplicação clínica prática ainda dependa de pesquisa adicional.
Comentários
Faça login para comentar
EntrarSeja o primeiro a comentar!