O governo dos Estados Unidos impôs nova tarifa de 25% sobre milhares de produtos brasileiros, com a medida entrando em vigor em 22 de julho de 2026. A tarifa mira produto como açúcar, máquina agrícola, roupa, equipamento elétrico, papel e aço, segundo o Spokesman-Review.
Lista de isenção maior que o esperado
O governo americano ampliou a própria lista de isenção além do previsto inicialmente, cobrindo cerca de US$ 11 bilhões em comércio anual. Carne bovina, café, terra rara, produto energético e peça de avião ficam de fora da tarifa — a Câmara Americana de Comércio apontou aumento de 25% na lista de isenção em comparação com a proposta original de junho, segundo o Spokesman-Review.
Pix no centro da disputa
A investigação americana que motivou a tarifa cita o Pix, sistema brasileiro de pagamento instantâneo, como suposta prática comercial desleal — funcionário do governo dos EUA argumenta que o sistema "prejudica empresa de cartão de crédito", alegação que o Brasil rejeita, segundo o HuffPost.
Desmatamento também citado
A mesma investigação lista desmatamento ilegal entre as práticas apontadas como injustas, alegação que autoridade brasileira também rejeitou por completo, segundo o HuffPost.
Investigação sobre trabalho forçado pode elevar tarifa para 37,5%
Uma investigação separada, sob a Seção 301, sobre trabalho forçado em cadeia de produção de diversos países — incluindo o Brasil — conclui em 24 de julho e deve resultar em tarifa adicional de 12,5%, elevando o total sobre o produto brasileiro para 37,5%, segundo o Spokesman-Review.
Resposta de Lula
O presidente Lula classificou a decisão americana como algo que "não tem justificativa", segundo o HuffPost. O chanceler brasileiro chamou declaração do secretário de Estado Marco Rubio de "inaceitável e ofensiva", mas reafirmou disposição de seguir negociando, apesar de considerar a medida politicamente motivada.
Brasil promete recorrer à Lei de Reciprocidade e à OMC
O governo brasileiro anunciou plano de acionar a própria Lei de Reciprocidade e recorrer ao mecanismo de resolução de disputa da Organização Mundial do Comércio (OMC) em resposta à tarifa americana, segundo o HuffPost.
Por que isso importa para o brasileiro nos EUA
Para o brasileiro que mora nos Estados Unidos e depende de produto importado do Brasil — de roupa a equipamento — ou que trabalha em empresa exportadora, a tarifa de 25% (com possível salto para 37,5%) tende a encarecer o produto brasileiro no mercado americano a partir de 22 de julho, com efeito direto sobre preço e disponibilidade nas próximas semanas.
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