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EUA bombardeiam o Irã pela 2ª noite, Teerã revida contra bases no Golfo — e o barril volta a US$ 78

O CENTCOM diz ter destruído 90 alvos militares iranianos; a Guarda Revolucionária afirma ter atacado bases americanas no Kuwait e no Bahrein. Com o cessar-fogo declarado 'acabado' por Trump e o fim da autorização de venda de petróleo iraniano a partir de 17/7, analistas preveem meses de fluxo reduzido em Ormuz — e o repasse à gasolina é questão de dias.

Redação Brazuca News 10 de July de 2026, 01:26 7 visualizações
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EUA bombardeiam o Irã pela 2ª noite, Teerã revida contra bases no Golfo — e o barril volta a US$ 78
Foto: Ojas Narappanawar / Pexels License

A trégua entre Estados Unidos e Irã, que já tinha ruído no papel, morreu no campo. Os EUA conduziram na quarta-feira (8) a segunda onda consecutiva de ataques ao território iraniano — atingindo Bandar Abbas, Bushehr, Chabahar e outras cidades do sul e do nordeste —, com o CENTCOM afirmando ter destruído 90 alvos militares, de sistemas de defesa aérea a depósitos de mísseis e capacidades navais. “Isto é retribuição pelo bombardeio de navios de ontem pelo Irã. Se acontecer de novo, vai ficar muito pior!”, escreveu o presidente Trump, que declarou o cessar-fogo “acabado”.

A resposta iraniana veio em dois endereços: a Guarda Revolucionária afirma ter atacado duas bases americanas no Kuwait e duas no Bahrein, e Teerã também disparou contra estados árabes do Golfo, segundo a NPR. O balanço iraniano em dois dias: ao menos 14 mortos e 78 feridos, entre eles oito militares. “Se você atacar, será atingido”, resumiu o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf. Apesar da escalada, Trump disse não querer a volta da guerra total e sinalizou que as negociações podem continuar.

O preço da escalada — literalmente

O mercado deu o veredito imediato: o Brent saltou mais de 5% na quarta, para US$ 78,10 o barril, e o WTI foi a US$ 74 — revertendo em dois dias toda a queda que havia devolvido os preços ao nível pré-guerra. As bolsas caíram junto. E há um aperto adicional contratado: o Tesouro americano revogou a autorização que permitia a venda de petróleo iraniano, com efeito a partir de 17 de julho — tirando mais oferta de um mercado já nervoso. Trump chegou a ameaçar reinstaurar o bloqueio naval e sugeriu poder “tomar” a Ilha de Kharg, principal terminal exportador do Irã.

O nó segue sendo o mesmo que derrubou o memorando de junho: a cláusula sobre a passagem no Estreito de Ormuz — o Irã quer controlar os arranjos de trânsito; os EUA exigem acesso irrestrito. Para o analista Saul Kavonic, da MST Financial, o fluxo pelo estreito pode ficar “abaixo de 50% dos níveis pré-guerra por muitos meses”, com episódios periódicos de hostilidade.

Onde isso encosta no seu orçamento

Para o brasileiro nos EUA, os canais de transmissão são os mesmos que a comunidade aprendeu no primeiro round da guerra:

  • Gasolina: o barril a US$ 78 chega à bomba em uma a duas semanas — quem pode, abastece nos preços atuais; a queda de 40 centavos do último mês está ameaçada.
  • Passagens ao Brasil: combustível de aviação acompanha o barril; para dezembro, antecipar a compra voltou a ser a aposta racional.
  • Inflação e juros: energia mais cara alimenta exatamente a inflação que já fez metade do Fed discutir alta de juros — o CPI de terça (14) ganhou ainda mais peso.

Os marcadores dos próximos dias: eventual nova retaliação iraniana (e a resposta prometida “muito pior”), o fim da janela de venda de petróleo iraniano em 17/7 e o comportamento do tráfego em Ormuz — o termômetro que, a 12 mil quilômetros de distância, define o preço do tanque em Denver e Seattle.

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