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Economia

Gasolina cai quase 50 centavos em um mês — mas Seattle paga US$ 5,32 e Denver, US$ 3,54

A média nacional recuou para US$ 3,83 por galão depois do pico de US$ 4,56 em maio, com o barril de petróleo de volta à faixa de US$ 60. O alívio chega desigual: o galão na região de Seattle custa quase US$ 1,80 a mais que em Denver.

Redação Brazuca News 06 de July de 2026, 10:33 4 visualizações
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Gasolina cai quase 50 centavos em um mês — mas Seattle paga US$ 5,32 e Denver, US$ 3,54
Foto: Anyana Webb / Pexels License

Encher o tanque ficou mais barato nas últimas semanas. A média nacional da gasolina comum caiu para US$ 3,83 por galão, recuo de quase 50 centavos em relação a um mês atrás, segundo a AAA. O preço vinha de um pico de US$ 4,56 em 21 de maio — o maior em quatro anos — e cedeu com o barril de petróleo de volta à faixa de US$ 60, o menor nível em meses.

O alívio, porém, tem contexto amargo: este foi o terceiro Quatro de Julho mais caro da história nas bombas, atrás apenas de 2022 e 2008, segundo levantamento da AAA citado pela Bloomberg. E o preço segue quase US$ 1 por galão acima do patamar anterior ao conflito entre Irã e Estados Unidos, que mexeu com o fluxo de petróleo do Golfo Pérsico.

Denver e Seattle: quase US$ 1,80 de diferença

Para o leitor do Brazuca, a história muda completamente de uma cidade para outra, segundo os painéis estaduais da AAA desta segunda-feira (6):

  • Denver: média metropolitana de US$ 3,54, com o Colorado em US$ 3,67 — um mês atrás o estado estava em US$ 4,20 (queda de 53 centavos). Um ano atrás, porém, o galão custava US$ 3,01.
  • Seattle: média metropolitana de US$ 5,32, com Washington em US$ 5,03 — abaixo dos US$ 5,63 de um mês atrás, mas bem acima dos US$ 4,41 de um ano atrás.

Na prática, quem dirige 40 milhas por dia para trabalhar em Seattle gasta hoje quase US$ 1,80 a mais por galão que um motorista em Denver — diferença que, num tanque de 15 galões, passa de US$ 26 por abastecida. Para quem vive de delivery, rideshare ou dirige para a construção, é a diferença entre uma semana no azul e no vermelho.

Por que o preço não cai mais rápido

A oferta de gasolina entrou julho apertada porque as refinarias priorizaram diesel e combustível de aviação, segundo a cobertura da Bloomberg. Susan Bell, da consultoria Rystad Energy, aponta um quadro de oferta apertada sustentando os preços; Thomas Weinandy, da empresa de dados Upside, avalia que o mercado “segue especialmente vulnerável a picos repentinos”.

A pressão da energia também aparece na inflação: o índice de preços ao consumidor subiu 0,5% em maio e acumula 4,2% em 12 meses, o maior nível em três anos, com a energia avançando 3,9% só naquele mês. No auge do repique de maio e junho, a gasolina chegou a rodar mais de 40% acima do nível de um ano antes.

Quem tem carro elétrico ficou de fora da montanha-russa: a recarga em estação pública segue estável em 41 centavos por kWh, segundo a AAA.

O que observar agora

A AAA projetou um recorde de 72,2 milhões de americanos viajando 50 milhas ou mais entre 27 de junho e 5 de julho — 61,4 milhões deles de carro. Passado o feriado, a tendência é de alívio gradual nas bombas ao longo do verão, desde que o barril siga na faixa de US$ 60.

Dois marcos no calendário podem mexer nos preços em geral: o relatório de inflação de junho (CPI), em meados de julho, dirá se a queda da gasolina já freia a inflação de 4,2%; e a sobretaxa tarifária da Seção 122 expira por volta de 24 de julho se o Congresso não a estender — com efeito potencial sobre bens importados no meio do verão.

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