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Saúde e Bem Estar

Sarampo bate recorde nos EUA em 2026 e atinge Colorado e Washington; veja o que fazer antes de viajar

Os Estados Unidos somam mais de 2.100 casos de sarampo em 2026, o maior número em décadas, com surtos em 41 jurisdições e três mortes desde o início da onda. CDC e Ministério da Saúde do Brasil alertam viajantes a checar a vacinação antes de embarcar.

Redação Brazuca News 30 de June de 2026, 01:08 7 visualizações
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Sarampo bate recorde nos EUA em 2026 e atinge Colorado e Washington; veja o que fazer antes de viajar
Foto: DΛVΞ GΛRCIΛ / Pexels License

Os Estados Unidos registraram mais de 2.100 casos de sarampo em 2026, o maior volume anual em mais de três décadas, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Na atualização de 18 de junho, o órgão contabilizou 2.104 casos confirmados em 41 jurisdições, entre elas Colorado e Washington, dois estados com forte presença de brasileiros.

O ritmo já supera o de 2025, ano que havia fechado como o pior em 34 anos. O CDC contabiliza 30 surtos ativos em 2026, e 93% dos casos estão ligados a esses surtos, ou seja, são fruto de transmissão local em cadeia, não de infecções isoladas.

A maioria das pessoas que adoeceram não estava protegida. Cerca de 92% dos casos de 2026 ocorreram em quem não era vacinado ou tinha situação vacinal desconhecida. Crianças e jovens concentram a maior parte das notificações.

Três mortes e risco de perder o status de país livre da doença

Desde o início da onda que se estende de 2025 a 2026, três pessoas morreram de sarampo nos EUA: duas crianças não vacinadas no Texas e um adulto não vacinado no Novo México. Foram as primeiras mortes por sarampo no país desde 2015.

O avanço dos casos coloca em xeque o status de eliminação que os Estados Unidos mantêm desde o ano 2000. Esse selo significa que o vírus não circula de forma contínua há mais de um ano dentro do país. A Organização Pan-Americana da Saúde fará a avaliação formal em novembro de 2026.

Uma análise publicada na revista científica The Lancet, citada pelo centro de pesquisa CIDRAP da Universidade de Minnesota, concluiu que, no cenário atual, é "altamente provável" que os EUA percam o status de eliminação ainda em 2026. A queda na cobertura vacinal é apontada como a principal causa: a proteção contra sarampo, caxumba e rubéola (vacina MMR) entre crianças caiu de 95,2% no ano letivo de 2019-2020 para 92,5% em 2024-2025, abaixo do patamar de 95% necessário para conter a circulação.

Verão e Copa do Mundo elevam o alerta para viagens

O CDC avisou departamentos de saúde estaduais e locais que mais casos devem surgir com a temporada de viagens de verão. O sarampo costuma se espalhar em períodos de grande deslocamento, como férias, e em ambientes onde pessoas não vacinadas ficam próximas, caso de acampamentos e grandes eventos.

A Copa do Mundo de 2026, sediada por Estados Unidos, Canadá e México entre junho e julho, intensifica esse fluxo. Os três países-sede enfrentam surtos ativos, e o movimento de torcedores e familiares entre as nações aumenta a chance de o vírus cruzar fronteiras.

Para quem vai a outro país, o CDC recomenda que todos os viajantes internacionais estejam totalmente vacinados. A orientação é completar as duas doses da vacina MMR pelo menos duas semanas antes do embarque. Duas doses oferecem 97% de proteção; uma dose, 93%.

O Brasil também acendeu o sinal vermelho

Do lado brasileiro, o Ministério da Saúde emitiu alerta sobre o risco de reintrodução do sarampo no país por causa do fluxo de viajantes ligado à Copa. O Brasil reconquistou em 2024 o status de país livre da circulação endêmica do vírus e quer preservá-lo.

Até meados de março de 2026, o Brasil havia registrado 232 casos suspeitos e confirmado casos importados, incluindo uma criança de 6 meses de São Paulo com histórico de viagem à Bolívia e uma jovem de 22 anos no Rio de Janeiro, ambas não vacinadas. Em junho, autoridades recomendaram a vacinação de bebês em municípios específicos após novas confirmações.

O ministério reforça que a vacinação oportuna dos viajantes e a vigilância são as principais estratégias para evitar que o vírus volte a circular. A vacina tríplice viral é oferecida de graça no Sistema Único de Saúde (SUS).

Serviço: como se proteger antes de viajar

Quem mora nos EUA e planeja viajar ao Brasil, ou receber parentes que viajam, deve checar a situação vacinal com antecedência. Veja as recomendações do CDC para viagens internacionais:

  • Adultos e crianças a partir de 12 meses que não têm certeza da imunidade devem tomar duas doses da MMR, com intervalo mínimo de 28 dias entre elas, antes de viajar.
  • Bebês de 6 a 11 meses que vão viajar para fora do país devem receber uma dose da MMR pelo menos duas semanas antes da viagem. Essa dose extra não substitui as doses do calendário regular, que continuam valendo depois de 1 ano.
  • Planeje com folga. Se houver dúvida sobre a imunidade, o CDC sugere procurar um médico com até seis meses de antecedência da viagem, para dar tempo de completar o esquema.

Quem não tem registro de vacinação ou não lembra se tomou as doses pode conversar com um profissional de saúde. Em geral, é seguro receber a MMR mesmo para quem já pode ter sido vacinado. Nos EUA, a vacina costuma estar disponível em clínicas comunitárias, farmácias e postos de saúde locais; quem tem seguro de saúde geralmente tem cobertura para imunização de rotina, e clínicas comunitárias atendem mesmo quem não tem plano.

Os sintomas do sarampo aparecem entre 7 e 14 dias após o contato com o vírus e incluem febre alta, tosse, coriza, olhos vermelhos e manchas vermelhas que começam no rosto e se espalham pelo corpo. A doença se transmite pelo ar e é altamente contagiosa. Quem apresentar esses sinais deve avisar a clínica ou o hospital por telefone antes de chegar, para evitar contaminar outras pessoas na sala de espera.

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